Exigências do Gmail e Yahoo para remetentes em massa: checklist
Checklist prático das regras do Gmail e do Yahoo para remetentes em massa: autenticação, DMARC, descadastro de um clique e limite de spam.
5 min de leitura
Entenda como SPF, DKIM e DMARC funcionam juntos, o que é alinhamento e como configurar cada registro DNS passo a passo, sem derrubar seus envios.
Time PidgelyPublicado em 6 min de leituraVersão em Markdown

SPF, DKIM e DMARC são três padrões publicados no DNS que permitem ao servidor de destino verificar se uma mensagem realmente vem do domínio que diz vir. O SPF (RFC 7208) lista os servidores autorizados a enviar pelo domínio, o DKIM (RFC 6376) assina cada mensagem criptograficamente e o DMARC (RFC 7489) amarra os dois ao endereço visível no From por meio do alinhamento, dizendo ao provedor o que fazer quando a verificação falha. Desde fevereiro de 2024, as diretrizes do Google e do Yahoo exigem os três para remetentes em massa.
O SPF verifica o remetente do envelope, ou seja, o endereço do comando MAIL FROM na transação SMTP, que depois aparece no header Return-Path. Ele não olha o From que o usuário vê. O servidor de destino consulta um registro TXT no domínio do envelope e confere se o IP que está conectando está autorizado.
bounces.example.com.br. TXT "v=spf1 ip4:203.0.113.0/24 include:_spf.example.com -all"Pontos que mais causam problema:
v=spf1 no mesmo nome resultam em permerror.include, a, mx, ptr, exists e redirect conta. Os include aninhados também contam. Estourou, é falha.-all vs ~all. O -all (fail) diz que tudo fora da lista é ilegítimo; o ~all (softfail) é mais brando. Com DMARC em vigor, o resultado do DMARC pesa mais, mas um -all bem mantido é o sinal mais claro.contato@empresa.example.com.br para o Gmail pessoal, quem entrega é o servidor intermediário, cujo IP não está no seu SPF.O DKIM adiciona um header DKIM-Signature com a assinatura de alguns headers e do corpo. A chave pública fica no DNS, em <seletor>._domainkey.<domínio>.
DKIM-Signature: v=1; a=rsa-sha256; c=relaxed/relaxed; d=example.com.br;
s=pid2026; h=from:to:subject:date:message-id:list-unsubscribe:list-unsubscribe-post;
bh=...; b=...pid2026._domainkey.example.com.br. TXT "v=DKIM1; k=rsa; p=MIIBIjANBgkqh..."O que importa aqui:
d= é o domínio que "assina" e é ele que conta para o alinhamento do DMARC.s= é o seletor. Usar seletores diferentes permite rotacionar chaves sem interromper o envio: publique a nova chave, troque o seletor no envio e só remova a antiga depois de alguns dias.h= os headers que você não quer que sejam adulterados, como From, Subject, List-Unsubscribe e List-Unsubscribe-Post.O DMARC é publicado em _dmarc.<domínio> e faz duas coisas: exige alinhamento e define a política para falhas.
_dmarc.example.com.br. TXT "v=DMARC1; p=none; rua=mailto:dmarc@example.com.br; adkim=r; aspf=r"| Tag | Função |
|---|---|
p | Política: none (só monitora), quarantine (spam) ou reject (recusa) |
rua | Para onde enviar relatórios agregados (XML diário) |
adkim / aspf | Alinhamento r (relaxado) ou s (estrito) |
sp | Política para subdomínios |
pct | Percentual de mensagens sujeitas à política (útil na transição) |
Alinhamento é a regra que impede um golpista de passar no SPF com o próprio domínio e colocar o seu no From. Para o DMARC passar, pelo menos um dos dois precisa acontecer:
d= da assinatura é o mesmo (ou, no modo relaxado, do mesmo domínio organizacional) do From.Exemplo de mensagem bem alinhada:
From: Loja Exemplo <pedidos@example.com.br>
Return-Path: <b+a1f9c3@bounces.example.com.br>
DKIM-Signature: ... d=example.com.br; s=pid2026; ...bounces.example.com.br. Com aspf=r, alinha com example.com.br.d=example.com.br, idêntico ao From. Alinhado em qualquer modo.Exemplo do erro clássico ao usar um provedor de envio sem configurar o domínio:
From: pedidos@example.com.br
Return-Path: <bounce-123@mailer.provedor.example>
DKIM-Signature: ... d=provedor.example; ...SPF e DKIM passam, mas nenhum alinha com example.com.br. Resultado: DMARC falha. É por isso que um subdomínio de return-path próprio e DKIM no seu domínio são indispensáveis.
Liste tudo: aplicação (transacional), ferramenta de marketing, CRM, helpdesk, sistema de notas fiscais, Google Workspace ou Microsoft 365. Cada fonte precisa passar alinhada. Fontes esquecidas são a causa número um de DMARC quebrado.
Crie um subdomínio dedicado aos bounces, como bounces.example.com.br, com o seu próprio SPF e um MX para receber as notificações de devolução:
bounces.example.com.br. MX 10 mx.bounces.example.com.br.
bounces.example.com.br. TXT "v=spf1 ip4:203.0.113.0/24 -all"Separar o return-path em um subdomínio mantém o SPF do domínio raiz enxuto e longe do limite de 10 consultas.
Gere um par de chaves de 2048 bits por domínio de envio, publique a pública com um seletor e verifique:
dig +short TXT pid2026._domainkey.example.com.brComece com p=none e rua. Os relatórios agregados chegam em XML, geralmente uma vez por dia por provedor, mostrando cada IP que enviou com o seu domínio e o resultado de SPF, DKIM e alinhamento. Use um processador de relatórios para não ler XML na mão.
Quando os relatórios mostrarem que todas as fontes legítimas passam alinhadas por algumas semanas, avance:
p=quarantine; pct=25, depois pct=100.p=reject.Para remetentes em massa, as diretrizes do Google e do Yahoo exigem DMARC publicado com pelo menos p=none. A política mais forte não é obrigatória, mas protege a sua marca contra phishing.
include demais no domínio raiz, estourando as 10 consultas. Prefira subdomínios por fonte de envio.d=fornecedor.example), o que nunca alinha.p=reject e bloquear o envio de notas fiscais ou do helpdesk que ninguém lembrou de configurar.sp=: sem ele, subdomínios herdam a política do domínio principal, o que pode ser bom ou péssimo dependendo do seu inventário.v=spf1 por nome, com menos de 10 consultas.d= no seu domínio, seletor documentado._dmarc publicado com rua e plano de evolução da política.Na Pidgely, cada domínio verificado recebe sua própria chave DKIM e um subdomínio de return-path com SPF alinhado. O painel mostra exatamente quais registros publicar e confere se estão corretos antes de liberar o envio, para que o alinhamento seja o padrão e não algo a lembrar depois.
O SPF autoriza quais IPs podem enviar pelo domínio do envelope (Return-Path), o DKIM assina cada mensagem com uma chave ligada a um domínio e o DMARC exige que pelo menos um dos dois passe alinhado com o domínio do From, além de dizer ao provedor o que fazer quando falha.
Não. O DMARC passa se o SPF ou o DKIM passar de forma alinhada. Mesmo assim, configure os dois: o SPF quebra em encaminhamentos e o DKIM normalmente sobrevive a eles.
Não é recomendável. Comece com p=none e um endereço rua para receber relatórios agregados, corrija todas as fontes legítimas e só então avance para quarantine e, depois, reject.
A RFC 7208 limita a avaliação a 10 mecanismos que geram consulta DNS (include, a, mx, ptr, exists e o modificador redirect). Passar disso gera permerror, que o provedor trata como falha.
Use RSA de 2048 bits. Chaves de 1024 bits ainda são aceitas por muitos provedores, mas são consideradas fracas e não oferecem vantagem prática.
Time Pidgely
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Construímos o Pidgely, a API de email que leva você à caixa de entrada. Escrevemos sobre o que aprendemos entregando emails, citando os padrões e as diretrizes dos provedores por trás de cada afirmação.
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